INVESTIGAÇÃO ELEITORAL | A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal abra investigação

A decisão é do juiz eleitoral Bruno Monteiro Rulière e determina a preservação e coleta de dados das plataformas digitais

INVESTIGAÇÃO ELEITORAL | A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal abra investigação
INVESTIGAÇÃO ELEITORAL | A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal abra investigação (Foto: Reprodução)

A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal abra investigação sobre uma notícia de crime apresentada pelo deputado federal e candidato ao Senado Pedro Paulo (PSD) contra o ex-governador e candidato ao governo do Rio Anthony Garotinho (Republicanos) e a ex-deputada estadual e ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino.


Pedro Paulo acusa os dois de crimes eleitorais relacionados à divulgação de fatos que considera inverídicos, além de calúnia, difamação e injúria.


O caso envolve publicações feitas nas redes sociais com acusações contra Pedro Paulo, incluindo um vídeo que, segundo o deputado, utiliza montagens e áudio produzido ou alterado por inteligência artificial para associá-lo a agressões contra sua ex-esposa.


A decisão é do juiz eleitoral Bruno Monteiro Rulière e determina a preservação e coleta de dados das plataformas digitais para ajudar a esclarecer a origem dos conteúdos, os responsáveis pelas publicações e a forma como o material foi produzido e divulgado.


Segundo a notícia de crime apresentada por Pedro Paulo, teria sido desenvolvida uma sequência de publicações contra ele no Instagram e no X, antigo Twitter. Um dos principais episódios relatados envolve um conteúdo inicialmente publicado pelo perfil de Núbia Cozzolino e posteriormente compartilhado por Anthony Garotinho.


De acordo com Pedro Paulo, o vídeo utiliza imagens montadas e áudio sintetizado ou modificado por inteligência artificial para atribuir a ele agressões contra a ex-esposa. O deputado afirma que a acusação é falsa e apresentou documentos referentes a uma investigação que tramitou no Supremo Tribunal Federal sobre o episódio, que foi arquivado por decisão do ministro Luiz Fux, após pedido da Procuradoria-Geral da República.


A denúncia não ficou limitada aos primeiros conteúdos. De acordo com dados do processo, Garotinho voltou a publicar conteúdos com as mesmas acusações por pelo menos duas vezes, e o Ministério Público Eleitoral pediu que esses novos episódios fossem incorporados à investigação.

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